1° 37′ N 7° 24′ E, a geografia em que fui mais feliz!

Príncipe

 

Ilha mágica, vestida de um mar azul turquesa e uma densa floresta verde.

O silêncio da sua pacatez é apenas interrompido pelas boas gargalhadas das crianças, pelo rebentar das ondas na areia e pelos macacos e papagaios que se passeiam na floresta virgem.

Roças, praias, pessoas, comida: tudo nota 10!

A ilha do Príncipe foi o sítio – de todo o Mundo (e não estou a escrever isto no calor do momento, já passaram quatro longos meses desde que lá estivemos) – onde me senti mais feliz a viajar!

Aquela felicidade que nos incha o coração de tal forma, que achamos que o músculo deu lugar a uma gigante bolha de ar!

Era sábado, acordámos cedo e tomámos o maravilhoso pequeno-almoço que todos os dias nos esperava no Makaira Lodge, onde era rei o sumo de papaia e/ou abacaxi.

À nossa espera estava o Pedro, um natural do Príncipe, do mais simpático e educado que se possa imaginar, com um Ranger Polaris – um pequeno jipe descapotável verdadeiramente todo-o-terreno – que nos levaria a passear todo o dia pela ilha.

O Pedro falou-nos um pouco dele, nós falámos um pouco de nós: a seleção nacional de São Tomé, o Benfica, a família cabo-verdiana que emigrou para São Tomé e não voltou mais às origens, as praias, as saídas à noite, as carências do Príncipe, as tartarugas, foram temas que nos uniram ao Pedro ao longo do dia em que nos mostrou este pedaço de paraíso perdido no mar, do qual tanto se orgulha.

 

O passeio faz-se pela floresta tropical, pela cidade e por algumas praias.

Desde que partimos do lodge, que percebemos que a beleza do Príncipe nos podia surpreender sempre mais. E mais! E ainda mais!

Lembro-me  dos meus olhos incrédulos com tanta beleza e o meu peito a rebentar de emoção. Assim, quase de forma inexplicável!

Sei que várias vezes disse a mim mesma: Bolas! Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida!

Os cabelos ao vento, o calor húmido na pele, as pessoas – sempre, as pessoas!, o verde em bruto, o mar…aquele mar!

O passeio passou pela Roça Belo Monte, para ir até ao miradouro de onde se avista a Praia Banana: paraíso, parece-nos pouco!!!! A imagem perfeita, o postal ilustrado dos nossos sonhos.

Mergulhámos na Praia Boi – vazia, à nossa espera –  passeámos pela capital, Santo António, onde fomos entregar donativos às Irmãs Servas da Sagrada Família, conhecemos a Roça Sundy, local onde Einstein comprovou a teoria da relatividade.

O almoço foi um pic-nic preparado pelo Makaira Lodge no Terreiro Velho, onde Cláudio Corallo, um italiano apaixonado por São Tomé e Príncipe, tem uma das plantações de cacau, para fazer os seus deliciosos chocolates.

Numa sombra, estendemos a toalha e desfrutámos da deslumbrante vista que o Terreiro Velho nos proporciona.

Tantas, mas tantas imagens boas que guardo deste dia, salpicadas de saudade e temperadas com muita, mesmo muita gratidão à vida.

Aqui, 1° 37′ N 7° 24′ E, na ilha do Príncipe, eu fui TÃO FELIZ!

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