Cracóvia – Doce, pacata e séria

A minha viagem a Cracóvia ocorreu no âmbito de um evento da empresa, por isso o tempo para explorar a cidade foi limitado.

Ainda assim, percorremos as ruas do centro e sentimos a primavera a chegar tardia, em meados de Maio. Assistimos ao final de uma luta de almofadas na praça central de Cracóvia e comprámos alguns souvenirs para gastar os Zlotys que tínhamos na carteira.

Cracóvia é uma das cidades mais antigas da Polónia e é dona de uma pesada história, por ter sido capital do governo nazista, aquando da II Guerra Mundial. Sente-se, ainda hoje, o peso desta história no ar sério e pacato do seu centro velho, Património da Humanidade, por onde se pode passear e apreciar diversas igrejas e casas medievais.

A cidade fica situada nas margens do rio Vistula, o que lhe confere um encanto único, assim como os inúmeros espaços verdes que convidam a um piquenique.

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Visitas Obrigatórias:

 

Para além dos encantos de Cracóvia, há duas visitas que considero obrigatórias para quem visita esta pérola polaca.

Uma delas é a Mina de Sal de Wieliczka, uma maravilha natural com mais de 300 metros de profundidade. Há visitas guiadas que valem muito a pena e duram cerca de 3 horas.

Dentro da mina há um linda catedral (de sal, pois claro), um restaurante , lustres lindíssimos feitos de sal e 1001 maravilhas que vão gostar de apreciar.

A temperatura na mina é de cerca de 15/16º, pelo que se aconselha um casaquinho!! 🙂

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(imagem retirada da internet)

A outra visita a não perder, estando em Cracóvia, é o Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau.

Aconselho MESMO a fazer esta visita com guia. As visitas são feitas em grupo e cada pessoa tem uns phones para ouvir as explicações dadas.

O arrepio na espinha e a dôr de estômago começam ainda cá fora. Ao longo das ruas, durante a visita, ouve-se pouco mais que os passos das pessoas que caminham, cabisbaixas, por entre as memórias do horror.

Não me lembro de ter proferido uma única palavra ao longo da visita. Lembro-me de ver olhos que escondiam lágrimas e faces que escondiam indignação. O “meu” guia tinha perdido familiares em Auschwitz, pelo que sofria a cada palavra das histórias que contava…

Pode ter-se lido muito, ter visto os diversos filmes sobre o tema, mas estar ali muda-nos para sempre. Deixa-nos horas, dias, semanas, a pensar como conseguiu o ser humano ser assim. Como e Porquê é o que ainda me pergunto depois de ter visto com os meus olhos aquilo que Auschwitz é.

Não tirei muitas fotos, nem me alongarei neste assunto (porque me custa até pensar…), mas recomendo a visita.

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Para ficar:

Recomendo o Hotel Park Inn by Radisson. Simpático e perto do centro da cidade.

Vão e desfrutem!!

Qualquer dúvida, disponham 🙂

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